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Representantes da ASSIESPE e do CESVASF participam na ALEPE de audiência pública sobre a Política Nacional de Formação de Professores e PIBID

13/11/2017 09:11

Nesta segunda-feira, a Presidente da ABCDE, professora Msc. Ana Gleide de Souza Leal Sá, também representando a ASSIESPE; a Coordenadora do PIBID/CESVASF, a professora Dra. Cecília Castelo Branco; o assessor jurídico da ASSIESPE, Dr. Adriano Fábio, e o aluno do PIBID/CESVASF, Claudiano Madeiro, participaram de audiência pública na Assembleia Legislativa do Estado de Pernambuco (ALEPE) sobre a Política Nacional de Formação de Professores e PIBID- Programa de Bolsa de Iniciação à Docência.

A audiência foi promovida pela Comissão de Educação e Cultura da ALEPE aconteceu a pedido da deputada estadual e presidente da Comissão, Teresa Leitão (PT), com o objetivo de debater o decreto do Ministério da Educação (MEC) que cria uma nova política de formação de professores e a chamada “residência pedagógica” ainda durante a graduação.

Para Ana Gleide, a defesa da ampliação e da manutenção de permanência do PIBID, através da prorrogação do edital, é a uma ação importante de incentivo à formação de professores nas Autarquias. Acrescentou ainda que o PNFP apresenta incoerência por destinar ao setor privado a responsabilidade da formação de professores.

Organizações acadêmicas e sindicais já se posicionaram contrárias ao decreto. A Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE), entidade representativa de mais de 4,5 milhões de trabalhadores que atuam nas escolas públicas do país, afirmou que o MEC "se aproveita em parte de políticas implementadas na última década e, em outros aspectos, impõe retrocessos a direitos conquistados" pelos professores e pela sociedade.

Outras críticas à PNFP consistiu na “culpabilização da formação de professores pela falta de qualidade da educação e também pelas desigualdades educacionais”, conforme explicita o documento apresentado pelas entidades educacionais sobre a política. “Dessa forma, um conjunto de elementos intra e extraescolares, que impactam diretamente os resultados escolares, são omitidos”, pontuou Alfredo Macedo, da Associação Nacional de Pós-Graduação e Pesquisa em Educação, uma das entidades signatárias do texto.

Fonte: CESVASF